Manifestações contra salário mínimo de 1,3 euros por hora levam milhares às ruas na África do Sul


Pelo menos 10.000 pessoas saíram hoje às ruas na África de Sul durante uma greve geral contra a introdução de um salário mínimo de 20 randes por hora considerado um "salário de escravo"


O salário mínimo, inédito até agora na África do Sul, deve entrar em vigor a 01 de maio, dois meses e meio depois da chegada ao poder de Cyril Ramaphosa.

O Presidente fez do relançamento da economia da primeira potência industrial do continente uma das suas prioridades.

Os grevistas protestam igualmente contra a introdução de novas leis que limitam, segundo eles, o direito à greve.

“Vinte randes à hora, é uma vergonha”, considerou Martin Kgaladi, trabalhador da indústria automóvel, que se manifestava em Joanesburgo, com uma ‘t-shirt’ denunciando “um salário de escravo”.

As manifestações ocorreram em várias outras cidades, entre as quais a Cidade do Cabo (sudoeste), Durban (nordeste) e Port Elizabeth (sul), tendo os grevistas respondido ao apelo da segunda federação sindical do país, a Saftu.

O partido de esquerda radical dos Combatentes pela Liberdade Económica associou-se ao movimento.

A maior central sindical do país, a Cosatu, aliada do governo, não apelou à greve, considerando que perto de metade dos trabalhadores (47%) vai beneficiar com a introdução do salário mínimo.

Estas manifestações constituem o primeiro movimento social importante com que é confrontado o presidente Ramaphosa, antigo sindicalista que se tornou um homem de negócios de sucesso

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