Coreia do Norte vai encerrar centro de testes nucleares em maio, garantem sul-coreanos

A Coreia do Sul garante, através de um porta-voz, que Kim Jong-un garantiu, durante a cimeira entre as duas coreias, que vai encerrar o centro de testes nucleares em maio.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, disse que irá encerrar em maio o centro de testes nucleares do seu país, anunciou este domingo um porta-voz da presidência da Coreia do Sul.

Segundo Seul, o compromisso de Kim Jong-un foi feito durante a cimeira de sexta-feira entre o líder da Coreia do Norte e o seu homólogo do Sul, Moon Jae-in, junto à linha que demarca os dois países no paralelo 38.

“Kim disse na cimeira que procederá ao encerramento do local de testes nucleares em maio”, referiu o porta-voz sul-coreano, citado pela France Press.

Segundo esta agência, Pyongyang vai convidar peritos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul para verificar o encerramento do centro de testes, de modo a “revelar o processo à comunidade internacional de modo transparente”

A Associated Press refere por seu lado que Kim Jong-un afirmou que Trump irá perceber que ele “não é pessoa” para apontar mísseis contra os Estados Unidos

A mesma agência refere que a Coreia do Norte planeia ainda reajustar os seus relógios com os da Coreia do Sul.

Em 2015, a Coreia do Norte criou o seu “tempo de Pyongyang”, adiantando os seus relógios 30 minutos em relação a Seul

Morreu o ex-ditador boliviano Luis García Meza

O ex-ditador boliviano Luis García Meza morreu este domingo aos 88 anos num hospital militar da capital da Bolívia, La Paz, devido a sucessivos ataques cardíacos.

O ex-ditador boliviano Luis García Meza morreu hoje aos 88 anos num hospital militar da capital da Bolívia, La Paz, devido a sucessivos ataques cardíacos, adiantou à EFE o advogado de Meza, Frank Campero.

García Meza morreu esta madrugada depois de sofrer uma paragem cardíaca, consequência da deterioração da sua condição física ao longo dos últimos meses, disse Campero.

O advogado recordou que o ex-ditador e militar foi operado há 20 anos, para receber uma nova válvula no coração, e que devido à sua idade não seria possível voltar a operá-lo.

“Ter estes enfartes de forma prolongada e contínua acabou com a sua vida hoje às 03:00 (08:00 de Lisboa), aproximadamente”, indicou.

García Meza, extraditado para a Bolívia pela justiça brasileira em março de 1995, foi condenado por um tribunal boliviano a 30 anos de prisão sem direito a indulto por crimes da sua ditadura (governou durante 13 meses entre 1980 e 1981), durante a qual morreram e desapareceram vários dirigentes de esquerda, entre os quais o socialista Marcelo Quiroga Santa Cruz, um político socialista, escritor, jornalistas e professor universitário boliviano.

O ex-ditador foi condenado a reclusão na prisão de alta segurança de Chonchocoro.

García Meza passou os últimos cinco anos internado num hospital militar de La Paz devido a problemas cardíacos.

Há dois anos foi-lhe recusada uma petição para sair em liberdade condicional.

Em janeiro de 2017, o Tribunal de Roma condenou García Meza e outros sete ex-militares da América Latina a prisão perpétua por crimes cometidos contra italo-latinoamericanos na denominada Operação Condor, uma aliança político-militar entre os regimes da América Latina nas décadas de 1970 e 1980 para coordenar a repressão à oposição às ditaduras vigentes.

Nessa altura, a defesa anunciou que iria recorrer da sentença por considerar que o ex-ditador não teve oportunidade de se defender no processo conduzido em Itália.

Luis García Meza nasceu em 08 de agosto de 1929, na capital boliviana, La Paz, e foi presidente da Bolívia entre 1980 e 1981, depois de ter liderado um golpe de Estado que impediu a subida à presidência de Hernán Siles Zuazo, que tinha vencido as eleições em 1980.

Em 1981 cedeu a Presidência da República a uma Junta de Generais, que nomeou Celso Torrelio presidente do país.

Leia Dongue agenciada por empresa ligada a WNBA


A melhor basquetebolista moçambicana da atualidade, Leia Dongue, vai passar a ser agenciada pela Reneracom Sports, uma empresa que tem sido responsável pela transfência de jogadoras para o melhor básquete do mundo,a Liga Norte-americana, WNBA.

A poste, a representar o Gernika da Espanha, tem agora maiores hipóteses para dar o salto para a liga mais competitiva do mundo.

Sublinhe-se que a Reneracom Sports é também gestora do passe de outras três grandes jogadoras africanas, nomeadamente Italle Lucas (angolana), Minata Keita (maliana) e Mariam Coulibaly (maliana), todas elas a jogarem pelo DK Gipuzkoa da Espanha.

Recorde-se que Leia Dongue foi considerada recentemente a melhor atleta moçambicana.

No seu palmarés, Tanucha, como é conhecida no seio desportivo, conta, entre outros feitos, com 4 taças dos Campeões, duas ao serviço do 1° de Agosto de Angola, e as restantes em representação do Desportivo de Maputo e Liga Desportiva de Maputo.

Trump quer demissão de senador que reuniu provas contra médico da Casa Branca

Presidente pediu demissão de Jon Tester por ter reunido acusações graves contra Ronny Jackson, médico da casa Branca nomeado para cargo de secretário do Departamento de Assuntos dos Veteranos.

Tester deve demitir-se.” Foi uma das várias frases que o Presidente norte-americano escreveu no Twitter este sábado, referindo-se à polémica que envolve o médico da Casa Branca, Ronny Jackson, nomeado por si para o cargo de secretário do Departamento de Assuntos dos Veteranos.

Ronny Jackson desistiu da nomeação esta quinta-feira, depois de terem vindo a público uma série de acusações graves feitas por colegas e ex-colegas e divulgadas pelo senador Jon Tester. 

Donald Trump garante que confirmou com os serviços secretos que tais acusações não são verdadeiras: “Tester devia perder a eleição no Montana. É muito desonesto e doentio!“, escreveu sobre o senador democrata que faz parte do comité do Senado sobre Assuntos dos Veteranos.

A nomeação de Jackson começou por ser criticada inicialmente pela falta de experiência política do nomeado, mas a polémica estalou verdadeiramente depois de o senador Tester ter divulgado um documento na quarta-feira.

 Em causa estavam declarações de 23 pessoas, na maioria colegas ou ex-colegas de Jackson não identificados, que faziam acusações graves sobre a ação do médico da Casa Branca: segundo o relatório, há vários relatos de embriaguez (uma delas numa festa dos Serviços Secretos), um acidente com um carro do Governo também por estar intoxicado e várias situações que as testemunhas descreveram como “pouco éticas” e “abusivas”.

Tester acrescentou ainda que Jackson tinha a alcunha de “Candy Man” (Homem dos Doces) porque tinha fama de receitar medicamentos “como se fossem doces”, ou seja, de forma bastante liberal

Moçambique e UE formalizam acordo de parceria económica

A formalização do acordo com a União Europeia acontece depois de o acordo ter entrado em aplicação provisória no país a 4 de fevereiro, abrangendo já África do Sul, Botsuana, Namíbia, Suazilândia e Lesoto.


O Governo de Moçambique e a delegação da União Europeia (UE) no país lançam esta sexta-feira o plano de execução dos Acordos de Parceria Económica (APE) entre seis países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e a UE.

A formalização acontece depois de o acordo ter entrado em aplicação provisória no país a 4 de fevereiro, abrangendo já África do Sul, Botsuana, Namíbia, Suazilândia e Lesoto. Na prática, todos os produtos com origem nos países associados beneficiem de isenção de direitos aduaneiros e de livre acesso ao mercado da UE, com exceção de armamentos.

No saldo da balança comercial, por norma, é Moçambique que exporta mais para a Europa do que o inverso — em 2016, a UE exportou 682 milhões de euros para Moçambique e importou 1,3 mil milhões de euros de Moçambique.
“Embora a balança comercial de Moçambique tenha sido em grande parte negativa nos últimos anos, a sua balança comercial com a União Europeia manteve-se positiva, principalmente devido à preponderância das exportações de alumínio”, referiu a delegação europeia em resposta a questões colocadas pela Lusa.
Com a nova parceria, “um produto têxtil pode entrar na UE com isenção de direitos se pelo menos uma fase da sua produção, como a tecelagem ou a tricotagem, tiver ocorrido num dos países” signatários do acordo. 
Em contrapartida, durante um período de 10 anos, Moçambique irá remover gradualmente os direitos aduaneiros sobre cerca de 74% das suas importações da União Europeia.
O resto, cerca de 26% do volume de importações, foi excluído “por razões de segurança alimentar, sensibilidade industrial ou receita fiscal, incluindo produtos industriais e agrícolas”.

Ex-ministro faz acordo para novas denúncias contra Lula e Dilma

Antônio Palocci, que trabalhou com os dois antigos presidentes e está preso desde 2016, fechou acordo com autoridades para confessar novos dados no âmbito da Lava Jato.

Antônio Palocci, ex-ministro dos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff, pode colocar de novo os dois antigos presidentes brasileiros sob fogo cerrado da justiça.

Tudo por causa de um acordo que o político, detido desde 2016, terá fechado com a Polícia Federal em troca de novas informações sobre os alegados esquemas de corrupção que envolvem Lula e Dilma, avançou o jornal O Globo esta quinta-feira.

Sobre o acordo (a que os brasileiros chamam de “delação premiada”) não são conhecidas os termos em que foi fechado nem quais os benefícios que negociou nos últimos meses por partilhar novas informações com as equipas de investigação.

Mas, de acordo com a imprensa brasileira, a expetativa é que o testemunho de Palocci revele novos dados sobre os esquemas já conhecidos no âmbito da operação Lava Jato e também os nomes ainda desconhecidos de outras figuras envolvidas nessas mesmas práticas, em especial no setor empresarial.

Antônio Palocci, um dos principais dirigentes do PT, foi prefeito de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, e depois ministro da Fazenda (o equivalente às Finanças) no primeiro governo de Lula da Silva e chefe da Casa Civil no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff, entre 2003 e 2015.

Está preso em Curitiba desde setembro de 2016, condenado a 12 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O juiz Sérgio Moro considerou que o ex-ministro negociou pagamentos com a Odebrecht, que foi beneficiada em contratos com a Petrobras.

Já no ano passado o ex-ministro tinha prestado um depoimento bastante duro sobre Lula ao juiz Sergio Moro o magistrado que lidera a operação Lava Jato e foi agora quem executou a ordem de prisão de Lula, a quem revelou um “pacto de sangue” feito pelo antigo chefe de Estado brasileiro com o presidente da Odebrecht para receber “luvas” da construtora esses pagamentos seriam feitos “em forma de doação de campanha, em forma de benefícios pessoais”. Neste esquema, Palocci era conhecido pelo nome de código ‘Italiano’. Um testemunho que terá provocado a sua suspensão do PT e, posteriormente, o seu pedido para abandonar o partido.

As reações a este acordo e a potenciais denúncias novas de Palocci já geraram reações no país, incluindo da própria Dilma Rousseff. Através das redes sociais, a antiga presidente alega que o seu ex-ministro “mente para sair da cadeia e não te provas para sustentar acusações a ela ou Lula“

Avicii suicidou-se, diz família. Na carta de despedida diz que estava farto da fama e da exigência da sua profissão

O artista de 28 anos, que morreu na passada sexta-feira, deixou uma carta de despedida aos familiares. DJ estava farto da fama e da exigência da sua profissão.


Em comunicado, a família de Avicii revela que o DJ de 28 anos deixou uma carta de despedidano dia em que foi encontrado morto. “Ele queria encontrar a paz. O Tim não foi feito para a máquina dos negócios em que se viu envolvido. Ele era um jovem sensível que amava os seus fãs mas que detestava a ribalta”, revela a família. Acrescentando que o DJ estava farto da fama e da exigência da sua profissão.

Avicii foi encontrado morto no dia 20 de abril, num quarto de hotel, em Oman, no Médio Oriente, onde estava de férias com um grupo de amigos.

O artista afirmou, recentemente, num documentário (Avicii: True Stories) que se sentia pressionado e “não conseguia mais tocar“. Depois da morte do artista, a 20 de abril, o Netflix retirou o documentário da lista de conteúdos.

Tim Bergling tinha problemas de saúde, sofria de pancreatite aguda (inflamação aguda do pâncreas), uma consequência do excessivo consumo de álcool. Em 2014, foi obrigado a uma cirurgia de remoção do apêndice e da vesícula biliar.

Desde o verão 2016 que Aviici não fazia digressões “por motivos de saúde”. A última atuação foi no clube Ushuaia, em Ibiza, onde era DJ residente.

Esta segunda-feira, a família de Tim Bergling já tinha emitido um comunicado onde agradecia o “apoio e as palavras amáveis” no momento que passavam e pediam privacidade.

Aviici é tido como um dos nomes mais influentes da música eletrónica. O jovem nascido em Estocolmo é responsável pela criação de músicas como “WakeMe Up” e “Wainting For Love“.

Tribunal nega liberdade provisória a Manuel Chang

Sagra Subroyen acaba de anunciar que a justiça recusa o pedido de liberdade provisória ao ex-ministro moçambicano. A juíza diz que é um ...