Sagra Subroyen acaba de anunciar que a justiça recusa o pedido de liberdade provisória ao ex-ministro moçambicano.
A juíza diz que é um caso que envolve muito dinheiro e o valor que Manuel Chang propôs para caução é muito pouco em relação àquilo que parece ser a sua capacidade financeira. "Não é justo aceitar o pedido de caução. Não deste razão suficiente para aceitar o pedido de caução", disse a juíza.
Juíza não se sente segura em conceder liberdade provisória a Chang
13h25:
"Há possibilidade de fuga para Moçambique porque o seu país não aceita extraditar os seus cidadãos. É muito provável também a possibilidade de falsificação de documentos para fugir". É uma das frases mais fortes que acaba de ser proferida pela juíza Sagra Subroyen.
Os argumentos não são nada favoráveis ao interesse de Manuel Chang: sair da cadeia onde se encontra há mais de um mês e aguardar a decisão sobre extradição em liberdade.
Diz a juíza que os dois passaportes foram confiscados, mas Chang pode decidir não esperar que o caso siga até ao fim e optar pela fuga. Aliás, um dos factores que reduz as chances de libertação é que Moçambique, para onde a juíza diz repetidamente que o deputado da Assembleia da República pode fugir, não extradita seus cidadãos, de acordo com a Constituição da República.
E há mais: segundo o Tribunal ao longo das audições, o ex-ministro não facilitou a justiça na disponibilização da sua informação financeira. "Sendo ex-ministro das Finanças devia ter disponibilizado toda a informação sobre as suas contas, mas não facilitou o trabalho da justiça. Só falou de mil dólares mas os documentos em posse do Tribunal mostram que tem muitas contas internacionais onde seu dinheiro está guardado".
Outro sim é que há despesas que Chang teve que efectuar ao longo das audições e disse que pagou com o seu cartão de crédito, mas a justiça soube que alguém pagou e essa pessoa estava no Tribunal a acompanhar as audições.
Ainda não há decisão mas Tribunal concorda que há risco de Chang fugir
12h58:
A juíza Sagra Sugrayen continua a ler o seu despacho sobre o pedido de liberdade provisória, mediante caução. O que é certo até agora é que segundo os argumentos que a juíza colocou a libertação de Manuel Chang poderá ser negada.
O Tribunal diz, por exemplo, que recebeu os dois passaportes do arguido, o diplomático e o comum, mas isso não elimina o risco de fuga. A justiça sul-africana, ademais, julga quase sempre casos de cidadãos que atravessam a fronteira ilegalmente. Considerando por isso que é muito fácil, o ex-ministro, entrar ou sair da África do Sul para Moçambique, sem documentação porque muitos outros fazem o mesmo.
Manuel Chang conhece hoje decisão da justiça sobre pedido de liberdade provisória
11h51:
Acaba de começar a audição em que o Tribunal de Kempton Park vai tomar a sua decisão sobre o pedido de liberdade provisória de Manuel Chang mediante pagamento de caução.
A juíza Sagra Subroyen faz neste momento as notas introdutórias para o anúncio da decisão da justiça. Manuel Chang, recorde-se propôs fixar residência, primeiramente em Malelane, na província de Mpumalanga, mas o Ministério Público mostrou-se contra o pedido devido a proximidade de cerca de 45 quilômetros com a fronteira entre Moçambique e África do Sul.
Os advogados do ex-ministro moçambicano das Finanças e deputado da Assembleia da República disseram na última audição que se for interesse da justiça, Chang poderia permanecer em Joanesburgo ou mesmo nas imediações do Tribunal "onde tem amigos".
Há menos de 30 minutos um grupo de cidadãos moçambicanos residentes na África do Sul esteve defronte na sala onde decorre a audição empunhando dísticos com mensagens de apelo a não libertação do ex-ministro. Não falta muito para conhecer-se a decisão sobre o caso enumerado 2689.
Zodwa Wabantu compra um caixão com antecedência
"Morte! A sociedade tem tanto medo de falar sobre a morte. Todos nós vamos morrer e eu fiz uma escolha para comprar meu caixão enquanto vivo. Vale 150k ”, disse Zodwa.
O que você acha desse movimento? Você tem que comprar um caixão com antecedência para diminuir a pressão sobre a família quando se foi?
O que você acha desse movimento? Você tem que comprar um caixão com antecedência para diminuir a pressão sobre a família quando se foi?
O homem quer processar os pais por darem à luz a ele "sem o seu consentimento"
Este homem indiano está com raiva de seus pais por dar à luz a ele sem o seu consentimento.
Raphael Samuel, de Mumbai, Índia, ele comparou ter filhos com “escravidão” e “sequestro”, relata o Metro.
“Eu amo meus pais e temos um ótimo relacionamento, mas eles me tiveram por sua alegria e prazer”, argumenta Raphael.
"Minha vida tem sido incrível, mas não vejo por que devo colocar outra vida na escola e encontrar uma carreira, especialmente quando eles não pedem para existir", diz ele sobre ter filhos.
O jovem de 27 anos, que faz parte da filosofia anti-natalista que encoraja as pessoas em todo o mundo a pararem de procriar, diz que é errado colocar uma criança na vida para o prazer de seus pais, de acordo com a Bíblia Lad.
"Outros povos indígenas devem saber que é uma opção não ter filhos, e pedir a seus pais uma explicação do porquê eles deram à luz a você", diz ele.
Raphael dirige uma página no Facebook chamada Nihilanand. A página é seguida por cerca de 1 400 pessoas.
Em numerosos posts feitos no grupo, ele pede a seus seguidores que questionem por que estão vivos.
"Seus pais tiveram você em vez de um brinquedo ou um cachorro", ele legendou um post. “Você não lhes deve nada. Você é o entretenimento deles.
"A única razão pela qual seus filhos estão enfrentando problemas é porque você os teve", disse outro.
Ministério Público confirma que decisão final sobre extradição será política
14h19O
Procurador-adjunto da Província de Gauteng, onde está situado o Tribunal de Kempton Park, em Joanesburgo confirmou hoje que a decisão final sobre a extradição do ex-ministro moçambicano das Finanças será tomada pelo Ministro sul-africano da Justiça e Serviços Correcionais, Michael Masutha. Ou seja será uma decisão política.
De acordo com Johan Dutort, o procurador, assim que o pedido de extradição de Moçambique der entrada no Tribunal de Kempton Park será indicado um terceiro juiz no caso Chang, para analisar o pedido de Maputo. Enquanto isso, o juiz William Schutte analisa o pedido de extradição dos americanos cuja documentação já está nas mãos da justiça.
Michael Masutha, o ministro, entra em cena assim que já existirem decisões sobre os dois pedidos. O ministro do Governo de Ciril Ramaphossa é que, baseado no Acordo de Extradição entre RSA e EUA e o Protocolo da SADC sobre a matéria, deverá decidir qual será o país vencedor ou perdedor do caso.
Ou seja, adivinha-se um processo ainda longo e que vai fazer correr muita tinta.
Audição sobre extradição adiada para dia 26 de Fevereiro
11h49O
juiz da secção C do Tribunal de Kempton Park acaba de adiar a audição para o debate sobre a extradição do ex-ministro das Finanças, Manuel Chang, para o dia 26 de Fevereiro. O dia 15 de Fevereiro será reservado para o anúncio da decisão do Tribunal que está a analisar pedido de liberdade provisória.
Audição acaba de passar para o "C Court"
10h55
Daqui a alguns minutos arranca a audição que vai analisar a extradição do ex-ministro das Finanças. O caso foi transferido do Court B para o C. Sagra Sugrayen entrega o caso para outro juiz.
O pedido de extradição dos Estados Unidos deu entrada no dia 28 de Janeiro. Falta por confirmar a entrada o pedido de extradição moçambicano. A ser confirmada, estaremos perante dois países a disputar o arguido Manuel Chang, um cidadão moçambicana com mandatos de captura emitidos pelos Estados Unidos da América e por Moçambique.
Chang abre mão de Malelane e diz que pode ficar em Joanesburg
10H32
A defesa de Manuel Chang acaba de afirmar que havendo interesse da justiça o ex-ministro moçambicano das Finanças pode abandonar a proposta de estar em liberdade provisória em Malelane e passar para Joanesburg. O endereço que constava do pedido de liberdade provisória distava a apenas 45 quilômetros da fronteira entre Moçambique e África do Sul, como constatou um investigador da Interpol enviado pelo Ministério Público para confirmar os dados.
"Houve argumento segundo os quais o local de habitação é próximo de Moçambique", começou o advogado, que a seguir propôs: "ele pode estar aqui em Joanesburg. Tem amigos em Joanesburg e até pode estar aqui na jurisdição de Kempton Park para poder dar mais segurança a justiça. A única razão pela qual ele pediu para estar em Malelane era por causa de visitas de familiares".
O local de residência que tinha sido proposto por Chang foi um dos aspectos mais criticados pelo Ministério Público que alegou existir "grande risco de fuga", devido a proximidade do endereço com a República de Moçambique. Defendeu a procuradora Eligera Dreyer que na África do Sul a experiência mostra que é muito fácil conseguir um passaporte falso, o que facilitaria a fuga.
Na conclusão das alegações finais do pedido de liberdade provisória, a juíza pediu também a tradução de alguns termos nos extratos bancários do deputado da Assembleia da República, aspectos que considerou importantes para análise que vai fazer para chegar a sua conclusão.
Uma conclusão que Sagra Subroyen, a juíza, garantiu anunciar no dia 15 de Fevereiro próximo. A audição terminou e agora, aguardamos na entrada do Tribunal C para o debate do dossier extradição.
Tribunal de Kempton Park analisa hoje extradição de Manuel Chang
Líderes do Al-Shabab neutralizados em Mocímboa da Praia
Três Ugandeses, líderes do grupo extremista Al Shabab, foram neutralizados em Mocimboa da praia, em Cabo Delgado, e transferidos para as celas da vizinha província de Nampula. A polícia considera tratar-se de líderes do grupo que desde Outubro de 2017 aterroriza o norte de Cabo Delgado. A apresentação do grupo foi feita num dia em que foram patenteados oficiais, generais das FADM e PRM pelo presidente da república.
São três detidos, dos quais uma mulher esposa de um membro superior do grupo Al Shabab, o qual segundo afirmam encontram-se nas matas Moçambicanas e concretamente em Cabo Delgado. Assumem ser membros do Al Shabab no Uganda seu país de origem. Dizem ter se deslocado a Moçambique com o propósito de resgatar seu líder principal e negam ter qualquer ligação com atrocidades de Cabo Delgado, porém sabem que o referido líder tem um grupo nesta província.
A polícia não tem dúvidas e assegura serem estes os cabecilhas do grupo que semeia medo, terror, pânico e luto em Cabo Delgado, até porque através destes, as Forças de defesa e segurança conseguiram desmantelar algumas bases.
As FDS prometem prosseguir com operações em Cabo Delgado e outros pontos do país.
Maduro disponível para reunir-se com Guiadó
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse, esta sexta-feira que, «pela paz no país», está na disposição de se reunir com o opositor Juan Guaidó, que se declarou presidente interino, para iniciar «um diálogo nacional».
Estou comprometido com o diálogo nacional. Hoje, amanhã e sempre estarei comprometido e pronto para ir onde tenha de ir. E se tiver que ir encontrar-me com esse rapaz… eu vou», disse.
Nicolás Maduro falava numa conferência de imprensa no Palácio Presidencial de Miraflores, durante a qual se referiu ao líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional, como «uma marioneta» ao serviço dos ÉUA e insistiu que a Venezuela está a enfrentar «um golpe de Estado dirigido pelos EUA e seus aliados internacionais»
Manuel de Araújo apresentado como membro e cabeça de lista da Renamo
Dois dias depois de ter renunciado como candidato a Membro da Assembleia Municipal e Cabeça de lista pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), na cidade de Quelimane, para as eleições marcadas para dia 10 de Outubro próximo, eis que Manuel de Araújo apresentou-se hoje, como membro e cabeça de lista do segundo maior partido da oposição em Moçambique, Renamo.
De Araújo disse que esta é a melhor forma encontrada para continuar a trabalhar para o bem-estar dos munícipes de Quelimane, por isso, viu-se obrigado a tomar esta decisão, para não trair os seus princípios éticos e os anseios dos quelimanenses.
“Fizemos consultas a vários níveis, instituições, grupos sociais e sentimos que a vontade dos munícipes de Quelimane é esta. Estamos aqui apenas para cumprir esta vontade, porque afinal de contas, não passamos de meros instrumentos dos munícipes da cidade Quelimane”, justificou De Araújo, na sua primeira intervenção em público, coberto pela bandeira da Renamo e um boné desta formação partidária.
A fonte diz que a cidade de Quelimane precisa de uma força politica comprometida com o desenvolvimento da urbe, e “neste momento nós estamos convencidos que a Renamo é essa força, que melhor consegue exprimir sentimentos e os anseios dos munícipes de Quelimane.
Em termos de Orçamento do Estado (OE), a província de Zambézia nos últimos 40 anos recebeu menor investimento público e privado, considera o edil. “A província da Zambézia, em 1973 e 74, produzia dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique, mas hoje, produz menos de um terço da produção nacional, e a situação nos preocupa, porque nós temos responsabilidades, não só com a cidade, mas com toda província” disse.
Face a estas declarações, uma vez que a jurisdição municipal da cidade de Quelimane, não abrange a provincial, questionamos se poderá se candidatar como governador da província? Respondeu, argumentando que neste momento estão focados com objectivo primário, mas quando haverem objectivos secundários o partido e os munícipes é quem vão dissidir. “ É melhor sempre ter um pássaro na mão, do que dois a voar”, encerou assim a sua intervenção.
Ex-ministro moçambicano e antigo presidente da transportadora LAM acusados de corrupção
O Tribunal de Maputo acusou o ex-ministro dos Transportes e Comunicações Paulo Zucula e o ex-presidente da transportadora Linhas Aéreas de Moçambique por corrupção na compra de aviões "Embraer".
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo acusou o ex-ministro dos Transportes e Comunicações Paulo Zucula e o ex-presidente da transportadora Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) José Viegas num processo por corrupção na compra de aviões “Embraer”.
O Notícias, diário de maior circulação no país, escreve esta sexta-feira que o tribunal pronunciou ainda o ex-diretor da General Electrics em Moçambique, Mateus Zimba, no mesmo caso.
O tribunal decidiu levar o ministro dos Transportes e Comunicações a julgamento, aceitando a acusação que o Ministério Público imputa ao antigo governante por participação económica em negócio e branqueamento de capitais.
José Viegas foi pronunciado por branqueamento de capitais e Mateus Zimba por participação económica em negócio e branqueamento de capitais. Os três réus aguardam a marcação da data do julgamento, permanecendo em liberdade após o pagamento de caução.
Paulo Zucula, José Viegas e Mateus Zimba são acusados de terem recebido subornos no valor de 800 mil dólares (686 mil euros) da fabricante brasileira “Embraer” na venda de aviões à LAM, entre 2008 e 2010.
Zuckerberg no centro de uma polémica pela negação do Holocausto
O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, vê-se novamente no centro de uma polémica, desta vez por afirmar que a rede social não deveria proibir publicações que negam o Holocausto.
Numa entrevista ao site Recode divulgada esta quarta-feira em podcast, Zuckerberg disse que embora o Facebook esteja focado em reduzir a difusão de notícias falsas, algumas das crenças que se mantêm por convicção não serão eliminadas.
Depois da reação nas redes sociais devido às suas declarações, Zuckerberg viu-se obrigado a se retratar, esclarecendo que se alguma publicação promover violência ou ódio contra qualquer grupo, seria eliminada.
A controvérsia foi gerada quando Zuckerberg espontaneamente deu como exemplo a negação do Holocausto durante a entrevista, ao referir-se à publicação de notícias fraudulentas na rede social.
O criador do Facebook disse que as mensagens que chamavam mentirosas às vítimas do ataque a tiros na escola de Sandy Hook seriam eliminados por representarem uma perseguição. No entanto, acrescentou que nem todas as publicações incorretas receberiam o mesmo tratamento.
"Sou judeu, e há pessoas que negam que o Holocausto tenha ocorrido", disse. "Acho isso profundamente ofensivo. Mas no fim das contas, não acho que a nossa plataforma deva eliminar essas publicações, porque penso que há coisas que as pessoas acreditam equivocadamente. Não acho que façam isso intencionalmente".
Depois de que Swisher lhe dizer que os que negam o Holocausto poderiam fazer isso com más intenções, Zuckerberg continuou: "É difícil pôr em dúvida a intenção e entendê-la. Só acho que, por mais horríveis que possam ser alguns exemplos, a realidade também é que eu me equivoco quando falo publicamente. Tenho certeza de que você também. E tenho certeza de que muitos líderes e figuras públicas que respeitamos também se enganam".
Após a entrevista, Zuckerberg enviou um e-mail a Recode para esclarecer as suas declarações, afirmando que se algo for considerado falso pelos que verificam a veracidade das publicações no Facebook, "perderia a maioria de distribuição em sites de notícias".
"E evidentemente, se uma publicação cruza a linha de promover a violência ou o ódio contra algum grupo em particular, será eliminada".
As declarações de Zuckerberg foram divulgadas após o Facebook informar acerca de um novo método para lutar contra a violência inter-religiosa e informações falsas na plataforma, o que representa um novo passo para eliminar o conteúdo que não é explicitamente violento mas que pode promover o ódio.
Rapariga de 11 anos violada por 17 homens desde janeiro
Os violadores trabalhavam no prédio onde a jovem morava com a família, desempenhavam funções na área da segurança e manutenção. Todos foram presos de imediato.
Uma rapariga de 11 anos da cidade indiana de Chennai foi violada por 17 homens que trabalhavam no prédio onde morava, diz a CNN com base em relatos dados pelas autoridades locais na passada quinta-feira.
Os incidentes começaram a meio do mês de janeiro de 2018, explica S. Rajendran, o comissário da polícia adjunto responsável pelo distrito de Kilpauk. As autoridades só tiveram conhecimento do sucedido, contudo, no passado domingo, depois de a menina ter contado à família.
Os 17 homens que desempenhavam funções de segurança e manutenção foram presos imediatamente. Este caso surge no seguimento de uma série de outros, todos da mesma índole, que têm abalado a Índia nos passados meses.
Num que decorreu em maio, por exemplo, uma rapariga de 16 anos foi violada em grupo e queimada viva no estado de Jharkhand. Noutro caso, também em julho, três adultos (um diretor de uma escola e dois professores) e 16 menores foram presos com base na alegação de que tinha violado repetidamente uma jovem de 15 anos.
Ainda na semana passada um legislador do partido Bhartiya Janata foi acusado de violar uma adolescente o pai da vítima, alegadamente, terá sido espancado até à morte por ter denunciado o caso.
RENAMO apresenta Venâncio Mondlane
Mondlane foi apresentado pelo Secretário-geral, Manuel Bissopo, que, no entanto, não o anunciou como cabeça de lista do partido.
O político moçambicano Venâncio Mondlane foi hoje apresentado, em Maputo, como novo reforço da Renamo, maior partido da oposição do país.
Foi num ambiente de festa e na presença de simpatizantes, membros e quadros seniores da Renamo que Venâncio Mondlane foi apresentado, esta ter-feira, pelo secretário-geral desta formação política, Manuel Bissopo, como novo reforço da perdiz na cidade de Maputo.
Se Venâncio Mondlane será ou não cabeça de lista da Renamo na cidade de Maputo, Manuel Bissopo não confirmou e nem desmentiu, limitando se apenas em dizer que as bases estão a trabalhar e dentro de quinze dias o partido irá anunciar.
Lembre-se que Mondlane renunciou ao cargo de deputado na Assembleia da República pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) alegando incompatibilidade e constrangimentos no exercício das suas funções.
Cristiano Ronaldo é uma espécie de íman para um campeonato adormecido
O Jornal Económico falou com uma jornalista e tradutora portuguesa radicada em Itália há onze anos. Para Margarida Rodrigues, a contratação de Cristiano Ronaldo pela Juventus é uma grande oportunidade apesar das dificuldades que grassam na economia italiana.
Margarida Rodrigues, jornalista e tradutora portuguesa radicada em Itália desde março de 2007, tem acompanhado com o máximo interesse a chegada de Cristiano Ronaldo a Itália e falou deste entusiasmo em entrevista ao Jornal Económico. Apesar de não esconder a preferência pelas ‘cores’ da Fiorentina, a portuguesa está a torcer para que esta contratação da Juventus represente um marco para o renascimento da Serie A.
Como é que Itália está a encarar a chegada de Cristiano Ronaldo à Serie A?
Aqui não se fala de outra coisa. Desde que Portugal foi eliminado do Mundial que só se fala de CR7. Ainda não era oficial a sua chegada à Juventus e já os programas que seguiam o Mundial na Rússia, falavam mais dele do que dos jogos em curso. Até este domingo, durante a final do Mundial, só falavam do Ronaldo e da sua chegada a Turim para assinar o contrato e efetuar os testes médicos.
Os adeptos estão fora de si. Muitos vieram de várias partes da Itália para o receber mas também de outros países europeus, como a Alemanha. As primeiras camisolas com o seu número foram vendidas em poucas horas. A sociedade de Turim está super orgulhosa do que conseguiu fazer e, ainda a contratação não era oficial, já a cotação da Juventus na bolsa tinha subido de 33% em poucos dias. Até se diz que vai viver para a casa onde morou o Zidane.
Existe a expectativa de que Ronaldo possa ser uma ajuda para a dinamização da economia italiana? Em que setores?
Há vários anos que as equipas italianas que conseguem ir mais longe na Champions e na UEFA são a Juventus, o Milão, o Inter e ultimamente também a Roma e o Nápoles, especialmente quando cá jogava o uruguaio Edison Cavani. A Fiorentina, há cerca de quatro anos, também conseguiu ir longe na Taça UEFA mas a verdade é que a hegemonia da Juve nos últimos anos não tem rival. É a equipa mais forte e consistente do campeonato italiano. A expetativa é que a chegada de Ronaldo atraia outros grandes jogadores ao campeonato.
Longe vão os tempos em que alguns dos melhores futebolistas do mundo militavam nas equipas italianas (basta pensar no Milan com o trio alemão e no Inter com o trio holandês nos anos 90). O que todos esperam é que as equipas italianas possam voltar a desempenhar um papel importante no futebol mundial, especialmente após a seleção ter sido eliminada da qualificação para o Mundial da Rússia.
A nível de marketing nem se fala. Já começaram os anúncios publicitários com Cristiano Ronaldo. As camisolas com o nome dele custam mais de 135 euros e mal foram impressas as primeiras, esgotaram logo, e já estão a tratar de uma segunda série para dar a oportunidade a todos de terem a camisa com o seu ídolo: o melhor jogador do mundo já cinco vezes e todos esperam que ganhe a bola de ouro outra vez este ano, desta vez com a camisa da Juventus.
De uma forma geral, os restantes clubes da Serie A vêem a chegada de Ronaldo como uma oportunidade ou como uma ameaça?
Seguramente como uma grande oportunidade e como uma espécie de íman que possa atrair outros jogadores de grande relevo a um campeonato que nos últimos anos parece adormecido ou menos importante aos olhos do resto do mundo. Muitos esperam atrair alguns dos grandes futebolistas que se destacaram no mundial. Certo que todos gostariam de ver jogadores como Messi, Modric, Coutinho, Neymar, Kane, Schmeichel e tantos outros a jogar em Itália, mas a verdade e que nos últimos anos o campeonato italiano não brilha tanto como noutros tempos e a nível económico, só a Juventus é que tem a possibilidade de adquirir um jogador com CR7.
Tendo em conta que a Juventus é hepta, existe o risco da Serie A se tornar ainda mais desequilibrada, ao nível do campeão?
A verdade é que nos últimos anos a Juventus não tem grande rivais no campeonato. Muitos dizem que com a chegada do Ronaldo, nem vale a pena começar o campeonato pois já se sabe que a Juve vai ganhar outra vez, mas uma equipa é feita de 11 jogadores. É verdade que o CR7 é o melhor do mundo, ninguém o pode negar, mas apesar de sozinho não se ganhar campeonatos, tê-lo na equipa já é meio caminho andado.
Muitos dos seus colegas não vêem a hora de o conhecer e de tentar perceber qual é o seu segredo pois todos dizem (por exemplo, Arrigo Sacchi, ex selecionador da Itália) que Ronaldo não nasceu com o dom do futebol como Pelé, ou Messi, mas com os anos têm vindo a crescer a nível profissional tendo atingido um nível quase de “extraterrestre” que o eleva ao título de Deus do Olimpo.
A questão dos trabalhadores da Fiat, que questionam o dinheiro que se está a gastar nesta contratação, é vista com alguma solidariedade por outros setores profissionais ou existe aqui algum aproveitamento para garantir a visibilidade de algumas reivindicações?
Essa não é uma questão que não se tem falado muito a nível dos telejornais. A crise da Fiat já dura há alguns anos. É óbvio que quando se fala de contratações com valores estratosféricos, estando o país a viver uma crise a nível de desemprego e de imigração que tem vindo a melhorar muito lentamente nos últimos anos, saber quanto o Cristiano vai ganhar num ano nunca pode ser visto de bons olhos, mas a vontade de o ver jogar no campeonato italiano, tem colocado outras questões em segundo plano.
Diz-se que Ronaldo já vendeu cerca de 54 milhões de euros em camisolas? Como é encarada esta capacidade de gerar dinheiro que a marca Ronaldo traz a Turim e à economia italiana?
As primeiras camisolas com o número dele esgotaram em poucas horas e tiveram de ser encomendadas outras que, na minha modesta opinião, não vão chegar para satisfazer todos os pedidos dos italianos e também dos fãs estrangeiros. Como qualquer grande jogador, Ronaldo é uma máquina de fazer dinheiro. A nível publicitário não há quem o bata e todos dizem que o mínimo gesto que ele faz é intencional pois sabe muito bem gerir a sua imagem. Há quem diga que é um excelente relações públicas e que sabe muito bem jogar com a fama pois tudo o que ele faz propaga-se em poucos segundos a nível das redes sociais e da internet em geral.
As camisolas estão mais caras e os lugares no estádio da Juventus também. Existem críticas sobre este aproveitamento ou o entusiasmo de ver chegar este jogador a Itália supera tudo isso?
Estamos a falar do melhor jogador do mundo. É normal que a Juventus aumente o preço das camisolas pois sabem muito bem que as pessoas vão comprar e não importa o valor que tenham de pagar. No futebol é tudo uma questão de dinheiro e de marketing e não há ninguém melhor do que o CR7 para gerar dinheiro a todos os níveis, desde o marketing, ao turismo e à restauração. Quem não gostaria de ter uma casa perto do melhor jogador do mundo, jantar no mesmo restaurante onde ele vai comer, ou visitar Turim que todos dizem ser uma cidade fabulosa para permanecer num dos hotéis da cidade para ir ver uma partida da Juventus com a sua nova estrela?
Kylian Mbappé sucede a um tal de.... Pelé
Golo histórico de Kylian Mbappé na final do Mundial-2018. A jovem estrela francesa assinou o quarto golo da França diante da Cróacia, tornando-se no segundo jogador com menos de 20 anos a apontar um golo numa final de um Campeonato do Mundo.
O primeiro a alcançar tal feito foi Pelé, glória do futebol brasileiro, que apontou dois golos no triunfo do Brasil diante da Suécia, no Mundial-1958.
E mais: se Mbappé, que completa este domingo 19 anos, se sagrar campeão do mundo, será o terceiro jogador mais jovem a consegui-lo, depois de Pelé (tinha 17 anos em 1958) e o italiano Bergomi (tinha 18 anos em 1982).
Ronaldo ainda não foi apresentado oficialmente, mas já rendeu 54 milhões de euros à Juventus (em camisolas)
Os números envolvidos na transferência do astro português continuam a deixar o mundo de boca aberta. Num dia, o clube italiano amortizou mais de metade do valor pago ao Real Madrid.
A transferência de Cristiano Ronaldo para a Juventus tem sido tema incontornável dos últimos tempos, em parte por causa dos valores astronómicos envolvidos na mudança para Turim. Contudo, e segundo avança o site Yahoo Itália, há ainda mais motivos para ficar de boca aberta com a mudança — em apenas 24 horas, a vecchia signora vendeu 520 mil camisolas do seu novo número “7”, arrecadando com isso cerca de 54 milhões de euros.
Com um preço de 104 euros, a camisola que CR7 usará nos próximos tempos transformou-se rapidamente em bem de primeira necessidade para muitos adeptos do emblema italiano, comprovando que se vive, de facto, um clima de euforia generalizado com a chegada de Ronaldo. Há relatos de filas intermináveis às porta da loja da Juve e o próprio site do clube já foi abaixo várias vezes desde que a notícia foi confirmada.
Cristiano Ronaldo trocou o Real Madrid (onde passou nove anos) pelo clube da Seria A a troco de 105 milhões de euros, valor que a este ritmo será prontamente amortizado só com as receitas da venda de camisolas. Recorde que o contrato de quatro anos assinado pelo português prevê que receba um salário anual de 30 milhões de euros.
UE felicita PR de Moçambique e Renamo pelo entendimento sobre assuntos militares
A UE entende que o consenso entre Filipe Nyusi, e o coordenador da Comissão Política da Renamo, em matéria de assuntos militares, mostra "vontade de realizar progressos tangíveis".
A delegação da União Europeia (UE) em Moçambique felicitou esta quinta-feira o entendimento entre o chefe de Estado e o líder interino da oposição anunciado na quarta-feira.
A UE entende que o consenso entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o coordenador da Comissão Política da Renamo, Ossufo Momade, em matéria de assuntos militares, mostra “vontade de realizar progressos tangíveis”, refere numa nota divulgada.
A delegação junta-se às felicitações já expressas pela Suíça, que preside ao grupo de contacto entre o Governo e a Renamo, pelos EUA e por Portugal. “Este é um passo importante para o reforço da confiança mútua entre as duas partes e para a conclusão de um processo de paz efetiva”, acrescenta.
A UE e os seus Estados-membros “estão dispostos a apoiar as partes na implementação bem-sucedida deste acordo e no processo geral de paz e reconciliação nacional, para benefício de todos os moçambicanos”, concluiu o comunicado.
O ex-líder da Renamo, Afonso Dhlakama, morreu a 03 de maio, devido a complicações de saúde, numa altura em que já tinha negociado com Nyusi a descentralização do poder com vista à paz, mas deixando por fechar o dossiê militar.
A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder e a que Nyusi preside, fez depender, em junho, a aprovação de legislação eleitoral, de avanços no processo de desmilitarização da Renamo.
O encontro de quarta-feira poderá desbloquear o impasse no parlamento e levar à aprovação de legislação de que depende o calendário eleitoral das autárquicas de 10 de outubro.
Formalizado consenso alcançado entre Filipe Nyusi e Ossufo Momade
O Presidente da República, Filipe Nyusi e o coordenador da Comissão Política da Renamo, Ossufo Momade, anunciaram, hoje, ter alcançado consensos sobre os assuntos militares.
Veja, na íntegra, a declaração conjunta que formaliza o encontro:
“No quadro do processo de Diálogo Político entre o Governo de Moçambique e a Renamo, Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique e Sua Excelência Ossufo Momade, Coordenador da Comissão Política da Renamo reuniram-se a 11 de Julho de 2018, na Cidade da Beira.
Durante o encontro passaram em revista o estágio do diálogo em torno dos assuntos militares e perspectivaram os passos a serem levados a cabo para a consolidação do processo de paz efectiva e a reconciliação nacional.
Durante o diálogo mantido, o Presidente da República e o Coordenador da Comissão Política da Renamo reafirmaram o consenso anteriormente alcançado relativamente aos assuntos militares, no que tange ao desarmamento, desmobilização e reintegração dos elementos armados da Renamo. Foram definidos os princípios, processos, acções e o cronograma para o enquadramento dos militares oriundos da Renamo nas FADM e na Polícia da República de Moçambique,
Acordou-se sobre a necessidade de criação de estruturas conjuntas de implementação do Documento de Consenso sobre Assuntos Militares, designadamente, a Comissão de Assuntos Militares; o Grupo Técnico Conjunto de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração; o Grupo Técnico Conjunto de Enquadramento nas FADM e PRM e o Grupo Técnico Conjunto de Monitoria e Verificação.
Relativamente ao enquadramento nas FADM e na PRM acordaram que num prazo de 10 dias a liderança da Renamo deve apresentar a lista dos seus oficiais para ocuparem os cargos nos postos previamente acordados. No mesmo prazo o Governo e a Renamo devem designar o seu pessoal a integrar a Comissão de Assuntos Militares e os Grupos Técnicos Conjuntos.
Foi acordado, ainda, que em simultâneo deve iniciar o processo com vista à desmilitarização e reinserção socioeconómica dos elementos armados da Renamo.
O Presidente da República e o Coordenador da Comissão Política da Renamo reafirmaram a sua vontade de continuar a interagir com vista a tornar célere o processo de implementação dos consensos sobre os assuntos militares.
A Reunião entre as Partes decorreu num ambiente de muita cordialidade, abertura e franqueza, tendo as duas Partes reafirmado o seu total empenho para o alcance da paz efectiva e definitiva, bem como uma reconciliação genuína entre os Moçambicanos.
Exortaram a todo o povo moçambicano e todas as instituições nacionais para apoiarem e colaborarem para o êxito no processo de implementação dos consensos.
De igual modo, apelaram a Comunidade Internacional para apoiar as Partes na implementação bem-sucedida dos consensos alcançados sobre os Assuntos Militares, em particular e sobre o processo de paz e reconciliação nacional, em geral”.
Grupo mata duas pessoas e rouba armamento no norte de Moçambique
Um grupo armado matou duas pessoas, feriu dois agentes das autoridades e roubou armamento na noite de terça-feira em Quisingule, aldeia remota do norte de Moçambique.
Um grupo armado matou duas pessoas, feriu dois agentes das autoridades e roubou armamento na noite de terça-feira em Quisingule, aldeia remota do norte de Moçambique, disseram residentes à Lusa.
A povoação situa-se a 12 quilómetros do posto fronteiriço com a Tanzânia, em Namoto. O ataque à aldeia, no distrito de Palma, cerca de dois mil quilómetros a Norte da capital, Maputo, aconteceu pelas 22:00 e as mesmas fontes referem que os atacantes roubaram armamento não especificado às forças de defesa e segurança moçambicanas que ali estavam estacionadas.
Um residente disse à Lusa ter visto o grupo, que devia ser constituído por mais de 20 homens com armas de fogo, e relatou que algumas casas da aldeia foram incendiadas.
Só na mais recente vaga de violência, desde 27 de maio, morreram pelo menos 40 habitantes, 11 supostos agressores e dois elementos das forças de segurança, segundo números das autoridades e testemunhos da população à Lusa. Povoações remotas da província de Cabo Delgado, situada entre 1.500 a 2.000 quilómetros a Norte de Maputo, têm sido saqueadas com violência por desconhecidos nos últimos noves meses.
Os grupos invadem as casas de construção precária com catanas em busca de gado, comida, dinheiro e bens de valor e têm provocado um número indeterminado de mortes desde outubro de 2017, algumas com recurso a metralhadoras, além de incendiarem parte das povoações.
A onda de ataques teve início em Mocímboa da Praia com um grupo armado que integrava alguns elementos de um grupo muçulmano que ocupava uma mesquita da vila e defendia que a lei islâmica devia sobrepor-se ao Estado de direito.
Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação nem deram a conhecer as suas intenções. Os ataques acontecem numa altura em que avançam os investimentos de companhias petrolíferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perímetro reservado aos empreendimentos.
Relatórios de investigadores notam que há redes criminosas internacionais ligadas ao tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira que estão presentes há vários anos na província de Cabo Delgado e sugerem que a onda de violência esteja ligada a essas redes.
As autoridades têm anunciado centenas de detenções e referem que os supostos agressores estão fragilizados, mas sem qualquer esclarecimento adicional sobre as razões da onda de violência.
Os ataques têm provocado vagas de centenas de deslocados internos que procuram refúgio nas sedes de distrito mais próximas (Palma, Mocímboa da Praia, Macomia, ilha do Ibo e Quissanga).
Lula da Silva reafirma que será candidato nas presidenciais do Brasil
O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção, reafirmou esta terça-feira que será candidato nas eleições de outubro próximo para “recuperar a soberania do povo brasileiro”.
“Você pode ter certeza que vou ser um candidato para, entre outras coisas, recuperar a soberania do povo brasileiro”, escreveu o ex-Presidente numa mensagem divulgada na rede social Facebook.
Lula da Silva disse que está “muito triste” com a situação do país, acusando o Presidente Michel Temer, no poder desde meados de 2016, após a destituição de Dilma Rousseff, de estar a promover a venda do património público, referindo-se aos projetos de privatização anunciados pelo Governo. “É muito triste que parte do património público, construído com muito sacrifício pelo povo brasileiro a partir da metade do século XX, esteja sendo vendido de forma irresponsável, a preço de banana, para encobrir a ilegitimidade de um golpista”, acrescentou o ex-presidente na mesma mensagem.
O principal líder do Partido dos Trabalhadores (PT), que fundou em 1980 com um grupo de trabalhadores e intelectuais, não fez nenhuma menção à batalha judicial entre juízes que ocorreu no último domingo em torno da sua libertação da prisão.
No último domingo, o juiz Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), concedeu a Lula da Silva um ‘habeas corpus’ pedido por um grupo de deputados do PT, e ordenou a libertação imediata. No entanto, o juiz federal Sergio Moro, que analisa os casos de corrupção da Petrobras em primeira instância e que condenou Lula da Silva no ano passado, questionou a competência do colega e apelou ao instrutor do caso no TRF4, o juiz Joao Gebran Neto.
Gebran Neto revogou a libertação do ex-presidente, mas, logo após esta decisão o juiz Rogério Favreto voltou a determinar a libertação de Lula da Silva. A controvérsia só foi resolvida quando o presidente TRF4, Carlos Thompson Flores, manteve o ex-Presidente brasileiro preso.
A presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, denunciou uma “conspiração” do sistema judicial para impedir a libertação de Lula da Silva e impedir que este seja candidato nas eleições que se realizarão a 7 de outubro. Lula da Silva “estava praticamente na porta” da prisão e uma “conspiração” da polícia e da Justiça impediu-o de sair, disse Gleisi Hoffmann, que reiterou que o partido vai inserir o nome de Lula da Silva como candidato para as próximas eleições presidenciais.
No entanto, a candidatura do ex-presidente, que acumula um total de sete processos criminais na Justiça, a maioria por suposta prática de corrupção, e que ao mesmo tempo lidera as sondagens de intenção de voto, parece inviável. Em causa está o facto de a lei eleitoral brasileira proibir que os condenados em segunda instância possam candidatar-se a ocupar qualquer cargo eletivo. Lula da Silva já foi condenado em duas instâncias da Justiça brasileira.
A justiça eleitoral do país, porém, só pode pronunciar-se sobre a situação de Lula da Silva se o seu nome for avançado oficialmente até 15 de agosto, quando termina o prazo para o registo das candidaturas. Gleisi Hoffmann anunciou que até esse dia, o PT vai aumentar as manifestações em todo o país para defender a inocência do líder e exigir a sua libertação.
Presidente do Zimbabwe anuncia agência espacial nacional
A futura agência terá por missão enviar satélites de observação do planeta e de navegação, destinados a melhorar as produções agrícolas, a exploração mineira, a vigilância sanitária ou a fauna
O Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, a três semanas de eleições gerais, anunciou esta terça-feira a criação de uma agência espacial nacional destinada a tornar-se numa “ferramenta da modernização e industrialização do país”.
“A nossa nova trajetória económica deve assentar numa exploração judiciosa dos nossos recursos naturais e numa industrialização assente nas matérias-primas”, declarou Mnangagwa, referindo-se designadamente à agricultura. A futura agência terá por missão enviar satélites de observação do planeta e de navegação, destinados a melhorar as produções agrícolas, a exploração mineira, a vigilância sanitária ou a fauna, detalhou.
O novo homem forte do Zimbabwe sucedeu em novembro a Robert Mugabe, que se demitiu por pressão dos militares e do seu partido, após 37 anos no poder.
Mnangagwa prometeu relançar a economia do país, muito debilitada devido às políticas erráticas do seu antecessor, e surge como o candidato favorito da eleição presidencial de 30 de julho, face a uma oposição enfraquecida e ainda abalada pela morte, em fevereiro, de Morgan Tsvangirai, o seu chefe histórico.
Novo ataque provoca quatro mortos em aldeia remota do norte de Moçambique
Um novo ataque de um grupo armado provocou quatro mortos e deixou uma pessoa ferida com gravidade, na noite de sábado, numa aldeia remota de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
Um novo ataque de um grupo armado provocou quatro mortos e deixou uma pessoa ferida com gravidade, na noite de sábado, numa aldeia remota de Cabo Delgado, província do norte de Moçambique.
O ataque aconteceu na aldeia de Macanca – Nhica do Rovuma, pertencente ao posto administrativo de Pundanhar e ao distrito de Palma, disseram fontes locais à Lusa.
O grupo incendiou cinco casas da aldeia, acrescentaram.
O posto administrativo ao qual a aldeia pertence está situado a cerca de 60 quilómetros a sudeste da vila de Palma, acessível por caminhos de terra batida.
O último ataque tinha acontecido em 22 de junho em Manganja, uma aldeia 15 quilómetros a sudeste de Palma.
Só na mais recente vaga de violência, desde 27 de maio, morreram pelo menos 33 habitantes, 11 supostos agressores e dois elementos das forças de segurança, segundo números das autoridades e testemunhos da população à Lusa.
Povoações remotas da província têm sido saqueadas com violência por desconhecidos nos últimos noves meses.
Os grupos invadem as casas de construção precária com catanas em busca de gado, comida, dinheiro e bens de valor e têm provocado um número indeterminado de mortes, algumas com recurso a metralhadoras, além de incendiarem parte das povoações.
A onda de ataques teve início em Mocímboa da Praia com um grupo armado que integrava alguns elementos de um grupo muçulmano que ocupava uma mesquita da vila e defendia que a lei islâmica devia sobrepor-se ao Estado de direito.
Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação nem deram a conhecer as suas intenções.
Os ataques acontecem numa altura em que avançam os investimentos de companhias petrolíferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perímetro reservado aos empreendimentos.
Relatórios de investigadores notam que há redes criminosas internacionais ligadas ao tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira que estão presentes há vários anos na província de Cabo Delgado e sugerem que a onda de violência esteja ligada a essas redes.
As autoridades têm anunciado centenas de detenções e referem que os supostos agressores estão fragilizados, mas sem qualquer esclarecimento adicional sobre as razões da onda de violência.
Os ataques têm provocado vagas de centenas de deslocados internos que procuram refúgio nas sedes de distrito mais próximas (Palma, Mocímboa da Praia, Macomia, ilha do Ibo e Quissanga).
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